Lambert por enquanto é apenas convidado, mas será que pode virar sucessor de Klopp?
No último dia 11 de fevereiro, Paul Lambert foi demitido do Aston Villa, encerrando seu ciclo de quase três anos no comando da equipe inglesa. Poucos dias depois uma ligação, que trazia um convite: no outro lado linha era Michael Zorc, ex-companheiro de Lambert no Dortmund, chamando-o para um período de intercâmbio no aurinegro.
Em 1996 o Dortmund atendeu ao pedido de Ottmar Hitzfeld e contratou um jogador que tinha chamado a atenção do técnico em uma partida contra o Motherwell. Eis que desembarcou o meia Paul Lambert. Em linhas gerais, é possível definir o escocês como o homem que parou Zidane na final da Champions de 1996/1997, quando o BVB superou a Juventus e conquistou a Europa. A história estreitou os laços do homem com o clube, talvez o suficiente para provocar o desejo de um segundo capítulo?
Quase duas décadas depois, Lambert está de volta, mas por enquanto é apenas um convidado ilustre. Aos 45 anos de idade, o técnico terá a oportunidade de aprender com Jürgen Klopp e o elenco aurinegro. O convite se estende até o confronto contra a velha conhecida Juventus, mas pode ser ampliado. Essa, por sinal, não é a primeira vez que vai até a Alemanha para tentar aprender: no último ano visitou o Bayern, onde se disse satisfeito com o que viu do trabalho de Pep Guardiola.
Ligado ao Dortmund e cercado de colegas na diretoria do clube, Lambert automaticamente surge como uma sombra em caso da saída de Jürgen Klopp. É verdade que todas os envolvidos asseguraram a permanência do treinador e garantem que, apesar do momento ruim, a relação entre clube e treinador não está estremecida, porém, nada garante sua imunidade. A visita de Lambert pode realmente não ser nada, mas é bom anotar o seu nome, porque motivos não faltam para que, no futuro, seja uma opção para o Borussia.
Retirado do site da ESPN em 18/02 às 8:42
